segunda-feira, 28 de maio de 2012

Estilizando o Projeto da Sala do Presidente

O trabalho do designer de interiores deve andar em parceria com os profissionais fornecedores e executores. Após conversar com um marceneiro sobre a viabilidade de um projeto que elaborei, chegamos a conclusão da inviabilidade de manter a mesa e o aparador em "L" em vidro temperado. Segundo ele,   a mesa e aparador ficam balançando e não oferecem segurança para os usuários. Mediante essa justificativa, reelaborei o projeto ora divulgado aqui com o título Sala do Presidente.
As mudanças foram mínimas, mas necessárias  e suficientes para garantir a eficiência do projeto. 
Como sempre digo, projeto bonito é consequência de layout bem pensado e bem resolvido, com ergonomia, segurança, circulação e demanda resolvidos.
Confira abaixo as fotos do projeto.
 Nesta vista é possível conferir uma apoio criado para a mesa também em MDF laqueado branco.

 Deste ponto, observa-se o aparador, ambas as laterais eram em vidro com a intenção de dar mais leveza, por isso criei as laterais em MDF branco pra não comprometer o conceito do projeto.
 Afinal, as intervenções reelaboradas ficaram em perfeita sintonia com o projeto.
 Também criei um nicho em MDF branco laqueado que fica abaixo da TV para acomodar aparelho de DVD e TV


 Visto de cima, é possivel perceber que om restante foi mantido.
 
Desta vista o aparador com as laterais formando um "L", sendo um apoio maior que o outro.Afinal, nem tudo pode parecer tão óbvio assim.


Brevemente posto as fotos da recepção desta Associação.


Até mais.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Valorização profissional do Arquiteto e Design de Interiores

É muito comum receber pedido de visita em casas e apartamentos pra análise e posterior orçamento de reforma. Geralmente não cobro a visita, ela é um mimo que reservo ao possível futuro cliente. Quando a visita se dá em outra cidade, cobro uma taxa mínima devido a  distância e gasolina.
Não sei como os outros profissionais trabalham, mas esse detalhe é muito peculiar para cada um.
No entanto, algumas coisas se repetem com frequência entre nós, profissionais do ramo de arquitetura e designer de interiores. Sempre que solicitado o orçamento, muitos clientes desaparecem por considerarem o preço alto e/ou o prazo muito longo. Ninguém é obrigado a fazer projeto com este ou aquele profissional, mas uma satisfação, um retorno ao profissional solicitado diz da educação, do esmero com que se cuida das relações.
Recentemente compartilhei duas imagens no facebook que ilustram esse pormenor.
Fica a chamada de atenção: vamos valorizar o profissional responsável pelo conforto, bem estar, identidade e melhor aproveitamento de um espaço.
 Neste caso a desvalorização passa por órgãos ligados ao governo e construtoras que poluem nossas cidades com projetos que desrespeitam o futuro morador. Onde está a identidade neste projeto? São cubículos e circulações tão mal planejados que comprometem inclusive uma futura reforma.


Já nesse, uma brincadeira que ilustra quanto trabalho temos pra pensar e executar um projeto que muitas vezes é barganhado como se fosse só fazer na hora e pronto.


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Cozinha estilosa

Esta cozinha foi planejada com a intenção de atender a demanda de um casal que era fugir do estilo "açougue" ora denominado pela moradora e que, segundo ela, predominava na cozinha. Portanto, optou-se por tons de vermelho em alguns pontos para aguçar o apetite dos moradores e trazer mais aconchego ao espaço. 
Os revestimento e o piso já eram claros, o que trouxe mais unidade e ampliação ao ambiente.

 Neste canto da cozinha concentrou-se a torre de trabalho. Nele instalou-se o microondas e uma pequena adega com nichos à mostra para taças e potes uma vez que esta parte é a primeira vista de quem adentra o espaço.
 Neste outro canto, onde já estava instalado a bancada da pia, aproveitou-se para alocar o fogão de embutir que a proprietária já tinha. Novamente nichos e báscula com porta em vidro laqueado vermelho e uma bancada em vidro temperado incolor com duas banquetas altas vermelhas.
 Para delimitar a área do fogão, revestimentos em pastilha vermelha 2 x 2 cm que dão um outro charme ao espaço.
 Nesta outra vista é possível conferir o espaço livre que restou para a cozinha favorecendo a segurança e circulação

Finalmente, a vista superior mostrando a disposição de todo o espaço e a perfeita triangulação que favorece  e agiliza o trabalho de cocção.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Home Cine - Integração

O home cine por si só já remete a um espaço de integração entre os moradores, familiares, amigos e de todos estes juntos ou isolados com o filme ou outro programa a ser apreciado na TV/tela.
Os atributos de conforto, aconchego, beleza e modernidade não podem ser deixados de lado quando se pensa neste espaço.
Por isso o home cine deste espaço foi pensado pra registrar essa marca de integração tão evidente neste ambiente.
As estantes se abraçam deixando um espaço central para a tela.
 Parte das básculas são em laca preta brilhante e a outra parte em MDF padrão demolição.
A parede é também a primeira vita de quem entra na sala de estar integrada com o home cine, por isso além do belo home, um papel de parede em tons neutros de marrom, pérola e bege com grafismos orgânicos quebram as linhas retas do móvel e fazem fundo para o mobiliário. Esse detalhe também contribui para trazer mais aconchego à sala junto ao MDF padrão demolição.

Conclusão: Sensação de aconchego, conforto e beleza garantidos.

segunda-feira, 19 de março de 2012

A Descoberta do Closet

Realmente as pessoas estão descobrindo o closet como um espaço mais que necessário na casa, mas também charmoso, prático que auxilia muito na organização do quarto e dos próprios armários.
Esta cliente e sua filha reservaram o espaço para o mesmo desde a construção, o que facilita muito e evita quebradeiras na alvenaria.
Ambos os closets foram pensados para atender a demanda principal que era trazer modernidade, beleza e organização ao aposento. As duas também mostraram interesse em ter um canto especial para as maquiagens, a filha inclusive, uma linda adolescente de 13 anos debutando no universo femino.
Abaixo segue as fotos do projeto. Primeiramente começaremos com o closet da proprietária.
 Visto de cima observa-se que o espaço é relativamente pequeno, mas com criatividade foi possível aproveitar o espaço e proporcionar o máximo de aproveitamento do mesmo.
 Assim que se entra no closet, depara-se com este armário amplo com três portas de correr em laca branca fosca e o sapateira aparente.
Sem as portas, para se ter uma ideia da divisão interna do armário.
Ao fundo a sapateira localizada abaixo da janela. Além de trazer um charme ao closet, facilita a escolha dos sapatos da proprietária, pois estão facilmente visíveis. Próximo à porta, parte da penteadeira.
 Na outra parede, fez-se um roupeiro e a penteadeia inspirada num camarim. Tudo em laca branca fosca.
Aqui o roupeiro sem as portas. Na parte ao lado da penteadeira, criou-se travessas em corrediça telecópica para a moradora guardar lenços, echarpes e colares.

Agora o closet da filha da proprietária, uma adolescente de 13 anos.
O espaço desse closet ficou comprometido, pois ele tem duas portas em paredes opostas, uma que vem do quarto e outra que dá passagem ao banheiro. O closet ficou com esse jeitão de corredor mais largo e ainda por cima em uma das paredes há uma janela parcialmente deslocada para a direita.
Vista superior, sendo a porta embaixo da foto a que vem do quarto e a superior a que vai pro banheiro. A profundidade dos armários ficou comprometida, por isso as portas tiveram que ser de giro, ao invés de correr como inicialmente planejado.
 Inicialmente o armário sem as portas. Ele ficou exclusivamente pra cabideiros e calceiro e abaixo da janela pensou-se em uma cômoda com vidro laqueado rosa no tampo superior.
 Com as portas. Abaixo das gavetas um nicho pra guardar a mochila. Tudo em laca branco brilhante.
Na parede oposta, uma sapateira e a penteadeira, sobre estes armário. Próximo a porta do banheiro um espelho na parede toda, além de aumentar a profundidade do espaço, facilita a passagem e dá um forte apoio pra quem acabou de sair do banheiro.

As clientes amaram o projeto e ele já está em fase de execução. Brevemente posto as fotos.



sábado, 11 de fevereiro de 2012

UMA SALA, VÁRIOS LAYOUTS

Nesta postgem trago um projeto que desenvolvi há alguns meses para um casal de noivos.
A casa planejada e construída por eles mesmos já tinha um acabamento interessante e eles queriam o layout das salas - de estar, home cine e jantar - sendo estas duas últimas integradas.
A partir do lavantamento fotográfico e arquitetônico, constatei que o projeto poderia ficar infinitamente melhor se os proprietários autorizassem a retirada de uma parede que separava a sala de visita das demais salas, excluindo ainda alguns detalhes de tijolo de vidro impróprios para o local. 
Para convencê-los do melhor a ser feito, construí dois projetos, o primeiro mantendo a parede tal qual estava na casa e o segundo retirando a mesma de forma que todo espaço ficasse mais amplo e integrado.
As fotos abaixo exibem uma proposta de layout mantendo a parede quando conheci o espaço a ser trabalhado.
 Os três rasgos verticais na parede são onde se encontram os tijolinhos de vidro. Na verdade os proprietários os coloram aí para trazer mais iluminação para as salas e dar um toque, porém tais elementos trouxeram mais poluição visual, além de diminuir muito a sala de visita. A porta de passagem desta sala para o home teve que ser deslocada, isso criou um "pseudo" corredor esmagando ainda mais o tamanho da sala.



Agora as fotos do projeto retirando a parede.

 Nesta foto vista de cima, observa-se que apenas um aparador separa as duas salas - de estar e home - ao mesmo tempo que delimita, ele integra os espaços, pois serve também como apoio para convidados nas duas banquetas altas.
Visto de frente, a retirada da parede possibilitou uma maior visão, integração e iluminação às três salas. Tudo o que os moradores queriam. A única objeção que eles faziam era pelqa falta de privacidade, pois o corredor para o setor íntimo da casa encontrava-se em frente à porta da sala. esta questão foi resolvida colocando-se um amplo painel em madeira de demolição na parede . Ele continuava a partir da TV e se alonga até a outra porta. Nas fotos acima, a porta de correr aberta e fechada.
 Visto da porta da cozinha, a retirada da parede propiciou um layout mais leve e clean à moradia.
 Logo que se entra pela sala de estar, depara-se com um espelho envolvido por um painel em madeira de demolição que abraça também a parede da sala de jantar convidando a pessoa a entrar pela casa.

Certamente os proprientários ficaram convencidos das melhoras que a retirada da parede trouxe não só para a casa, mas também favoreceu as relações sociais e o conforto dos mordores e frequentadores.
Uma observação importante a se fazer é que a retirada da parede só foi possível a partir de uma avaliação técnica e profissional do engenheiro responsável pela construção.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

LUXO!!

Recebi este texto por email e achei muito oportuno compartilhar com meus seguidores, uma vez que lido com a beleza, a arte, enfim o luxo! Mas não um luxo descaracterizado, irresponsável como a mídia insiste em mostrar, haja visto o recente programa da TV bandeirantes "Mulheres Ricas". Lido com o luxo que é a extensão da alma, do corpo, do bem estar e consequentemente da auto estima.

"RICOS" E "POBRES" - Martha Medeiros
Anos atrás escrevi sobre um apresentador de televisão que ganhava R$ 1milhão por mês e que, em uma entrevista, vangloriava-se de nunca ter lido um livro na vida. Classifiquei-o imediatamente como um exemplo de pessoa pobre. 
Agora leio uma declaração do publicitário Washington Olivetto em que ele fala sobre isso de forma exemplar. Ele diz que há no mundo os ricos-ricos (que têm dinheiro e têm cultura), os pobres-ricos (que não têm dinheiro, mas são agitadores intelectuais, possuem antenas que captam boas e novas ideias) e os ricos-pobres, que são a pior espécie: têm dinheiro, mas não gastam um único tostão da sua fortuna em livrarias, shows ou galerias de arte, apenas torram em futilidades e propagam a ignorância e a grosseria.  
Os ricos-ricos movimentam a economia gastando em cultura, educação e viagens, e com isso propagam o que conhecem e divulgam bons hábitos. Os pobres-ricos não têm saldo invejável no banco, mas são criativos, abertos e efervescentes. A riqueza destes dois grupos está na qualidade da informação que possuem, na sua curiosidade, na inteligência que cultivam e passam adiante. São estes dois grupos que fazem com que uma nação se desenvolva. Infelizmente, são os dois grupos menos representativos da sociedade brasileira.  
O que temos aqui, em maior número, é um grupo que Olivetto nem mencionou, os pobres-pobres, que devido ao baixíssimo poder aquisitivo e quase inexistente acesso à cultura, infelizmente não ganham, não gastam, não aprendem e não ensinam: ficam à margem, feito zumbis. E temos os ricos-pobres, que têm o bolso cheio e poderiam ajudar a fazer deste país um lugar que mereça ser chamado de civilizado, mas que nada: eles só propagam atraso, só propagam arrogância, só propagam sua pobreza de espírito. Exemplos? Vou começar por uma cena que testemunhei semana passada. Estava dirigindo quando o sinal fechou. Parei atrás de um Audi preto, do ano. Carrão. Dentro, um sujeito de terno e gravata que, cheio de si, não teve dúvida: abriu o vidro automático, amassou uma embalagem de cigarro vazia e a jogou pela janela no meio da rua, como se o asfalto fosse uma lixeira pública. O Audi é só um disfarce que ele pode comprar pois, no fundo, é um pobretão que só tem a oferecer sua miséria existencial. Os ricos-pobres não têm verniz, não têm sensibilidade, não têm alcance para ir além do óbvio. Só têm dinheiro. Os ricos-pobres pedem, no restaurante, o vinho mais caro e tratam o garçom com desdém; vestem-se de Prada e sentam com as pernas abertas; viajam para Paris e não sabem quem foi Degas ou Monet; possuem TVs de LCD em todos os aposentos da casa e só assistem programas de auditório; mandam o filho para Disney e nunca foram a uma reunião da escola. E, claro, dirigem um Audi e jogam lixo pela janela. Uma esmolinha para eles, pelo amor de Deus!!! 
O Brasil tem saída se deixar de ser preconceituoso com os ricos-ricos (que ganham dinheiro honestamente e sabem que ele serve não só para proporcionar conforto, mas também para promover o conhecimento) e valorizar os pobres-ricos, que são aqueles inúmeros indivíduos que fazem malabarismo para sobreviver mas, por outro lado, são interessados em teatro, música, cinema, literatura, moda, esportes, gastronomia, tecnologia e, principalmente, interessados nos outros seres humanos, fazendo da sua cidade um lugar desafiante e empolgante.
É este o luxo que precisamos, porque luxo é ter recursos para melhorar o mundo que nos coube. 

E recurso não é só dinheiro: é atitude e informação.